Pernambuco tem 10 equipes de estudantes disputando a Olimpíada de História

Escola do Recife, da FCAP/UPE, tem cinco equipes na disputa / Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem

Do JC Online


Trinta estudantes pernambucanos terão uma tarefa neste sábado: participar da final da Sétima Olimpíada Nacional em História do Brasil, que acontece em Campinas, no interior de São Paulo, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Eles formam 10 equipes, de cinco colégios do Estado (dois públicos e três privados). Vão competir com 870 alunos de todo o País (290 equipes) dos dois últimos anos do ensino fundamental e de todo o ensino médio. Já são destaque, independentemente de trazerem medalhas, porque eliminaram, nas etapas anteriores, cerca de 10 mil concorrentes. 

A Escola do Recife, colégio de aplicação da rede estadual vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE) e que funciona na Madalena, Zona Oeste da capital, está na disputa com cinco grupos. A equipe do 3º ano, chamada Abraçaço, obteve a maior nota do Estado (28.421.304 pontos). Da rede pública também vai um grupo do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Completam a delegação pernambucana mais quatro equipes, oriundos de escolas particulares: duas do Colégio Diocesano (Caruaru, no Agreste), uma do Colégio Boa Viagem e uma do Colégio Núcleo, ambos no Recife.

Na final há uma prova dissertativa. Antes, os participantes passaram por cinco etapas, entre maio e junho. Cada uma consistiu em responder 10 questões e executar uma tarefa, que foram enviadas online e tivera que ser respondidas em uma semana. O trabalho em equipe – são três integrantes por grupo – é fundamental, uma vez que são disponibilizados textos, teses de mestrado e doutorado e vídeos que subsidiam a resolução dos quesitos.

O tema central deste ano é o preconceito no Brasil. “Não há uma resposta certa. Para cada alternativa há uma pontuação diferente. Os alunos têm que ler o material, debater entre si, relacionar os temas até identificar qual é a mais verossímil. A ideia é formar pequenos historiadores”, diz o professor de história Ivan Cavalcanti, da Escola do Recife. “O interessante é que eles têm acesso a informações mais aprofundadas que as dos livros didáticos, contam com literatura acadêmica”, complementa Ivan. A Escola do Recife participa pela quarta vez.

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