Aedes aegypti: Tríplice epidemia se espalha em Pernambuco


Avanço das doenças transmitidas pelo Aedes preocupa / Alexandre Gondim/JC Imagem


Da Editoria de Cidades


Em Pernambuco, a primeira semana epidemiológica do ano, referente ao período de 3 a 9 deste mês, reúne dados que sugerem a expansão da tríplice epidemia (dengue, chicungunha e zika) que se espalhou pelo Estado no ano passado. O primeiro boletim de 2016, divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), mostra que 923 pessoas já apresentaram sintomas sugestivos de dengue em 86 municípios pernambucanos ao longo de sete dias (61 casos foram confirmados). Essas primeiras notificações representam um aumento de 40,92% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram notificados 655 casos suspeitos (269 confirmados). 

Ainda neste ano, três mortes por dengue já estão em investigação. No mesmo período de 2015, não houve registro de óbitos. “Isso mostra que precisamos fortalecer o que vem sendo realizado. É necessário trabalharmos com mais afinco”, informa epidemiologista George Dimech, diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da SES. 

Com as 923 notificações de dengue, mais 255 de chicungunha e outras 200 de zika durante os sete dias da primeira semana epidemiológica do ano, o Estado contabiliza 1.378 pessoas que adoeceram com sintomas de três doenças que fazem o mundo desdobrar esforços para reforçar a vigilância dos casos e avançar em relação a estratégias de enfrentamento a um mosquito que transmite um vírus ainda desconhecido (o zika) e que continua a inspirar mais incertezas do que respostas. 

Comentários

Anterior Proxima Página inicial