Tremor de terra foi sentido em 25 municípios de Pernambuco



Um tremor de terra de 3,8 de magnitude na escala Richter registrado em São Caetano e Caruaru, Agreste do estado, foi sentido por moradores de pelo menos 25 municípios pernambucanos na tarde de ontem. Foram registrados mais de 85 tremores ao longo do dia, com pico às 16h30. O episódio foi considerado o maior abalo sísmico dos últimos nove anos em Pernambuco. O maior tremor já registrado no estado aconteceu em 2007 e também teve o epicentro na cidade de São Caetano.

O coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), Anderson Nascimento, esclareceu que as atividades sismológicas de ontem começaram a ser observadas pela manhã. Por volta das 16h30, os equipamentos do laboratório em São Caetano registraram o tremor de 3,8 graus na escala Richter. “Para quem estava próximo ao epicentro, é possível ter observado objetos caídos. É possível também que tremores desse grau sejam sentidos mais longe, no Recife, por exemplo”, disse. Por causa do episódio, dois técnicos do laboratório da UFRN, que registra os tremores no Nordeste, estarão em Pernambuco hoje. Foi o que informou o Diário de Pernambuco.

Pelas redes sociais, internautas informaram ter sentido o tremor a mais de 100 km do epicentro. “Estou no Recife, moro no terceiro andar e senti tremendo”, contou Allessandro Soares. “Em Aliança, pudemos sentir uma forte vibração no chão e paredes. Alguns amigos de cidades vizinhas, como Timbaúba, Vicência e Nazaré da Mata também relataram sentir o tremor. Não ocasionou a queda de nenhum objeto, apenas a forte vibração”, relatou Carlos Borba.

Em Caruaru, o tremor causou susto mesmo em moradores acostumados com o fenômeno. “Dessa vez foi muito forte. Uma parte do gesso do teto da sala da vizinha caiu. Na minha casa, uma xícara caiu e quebrou”, afirmou o instrutor de telemarketing Eric Silva, 26 anos, que mora no bairro Kennedy. “Somos acostumados com os chamados ‘estrondos’, mas hoje (ontem) foi demais. Meus pais se assustaram e saíram correndo do quarto. Quando olhei o celular, li muitos relatos semelhantes”, contou o advogado Dirceu Lemos, morador do quinto andar de um prédio no bairro Maurício de Nassau.    

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