Moradores sofrem com as chuvas em Serra Talhada; casas ficam alagadas na Várzea, Bom Jesus e Malhada


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De acordo com o Portal Farol de Notícias, tempos de chuva trazem muita alegria para o sertanejo agricultor, mas na zona urbana problemas logo surgem com os primeiros pingos. Na noite desta terça-feira (29) choveu 117.1 mm em Serra Talhada e os residentes dos bairros Bom Jesus, Malhada e Várzea viveram momentos de aflição. Em conversa com o FAROL, duas moradoras da Rua 7 afirmaram que o esgoto estourado há cerca de dois meses voltou a dar problema, apesar dos reparos que foram feitos pela prefeitura. De acordo com elas, diversos móveis e eletrodomésticos foram estragados pela água que invadiu e até derrubou o muro de uma das casas.

“Tem um esgoto na rua 7 do Bom Jesus que estava estourado e eles foram lá remendar, tamparam só a boca e isso impede que a água da rua 8 e da rua 9 desça para a rua 7. No caso, alagou a minha casa, a da vizinha, estourou o muro, quebrou a parede e foi uma sorte que não caiu em cima do meu filho de 2 anos que estava dormindo no quarto. Toda vez que colocam uma equipe para trabalhar lá eles vão tudo bêbado ou ficam nas calçadas e não fazem nada. Falamos com dr. Gilson para ajudar, ele foi, consertou e depois foi um monte de vereador só para tirar fotos, não adianta. A gente quer o serviço bem feito”, explicou a agricultora Mirelly da Silva Gaia, de 20 anos.

Já Cristiane Pereira dos Santos, 26 anos, afirmou que em sua casa a água estragou parte dos seus móveis, a jovem lança uma apelo aos políticos da cidade. “Está tudo alagado, cheio de lama e até alimento eu tenho que pendurar em um lugar mais alto. A chuva ficou uns quatro palmos na parede, molhou meu guarda-roupa, cama, entrou no fogão. No banheiro subiu que alagou e saiu pela porta da frente. A água veio dos esgotos do banheiro e do muro. A minha geladeira também estragou, botei na tomada e nem acendeu a luz, o fogão está cheio de lama. Queremos que tomem alguma providência, porque no tempo de política eles andam atrás de voto e depois não liga para quando um pobre está precisando de ajuda”.

A moradora Jussara Dias, do bairro Várzea alegou que não pude sequer tirar o carro da garagem. “Olha a situação da várzea, na Praça Adriana Carla. Se continuar mais uma hora a água vai entrar nas casas”, afirmou. Outra moradora, a Luiza Artesã, 56 anos, se mudou para residência em 31 de janeiro afirmou que a quantidade de água que entrou em sua casa a cada chuva é maior. “Entrou água no armário e perdi toda a minha feira que tinha acabado de comprar. Passei a noite em cima de uma rede para fugir da água. Foi horrível. Fizeram uma parede num clube ao lado e a água ficou empossada. Estou precisando de ajuda, tenho que fazer o piso do muro”, finalizou.

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