"Quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo", disse o ex-presidente Lula (PT)


Lula faz pronunciamento na sede do PT em São Paulo (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na tarde desta sexta-feira (4) que se sentiu preso ao ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal. Ele depôs no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo e, em seguida, foi à sede nacional do PT, no Centro da capital paulista, fazer pronunciamento. Lula disse que 'não estão permitindo' a presidente Dilma Rousseff governe esse país. E concluiu o discurso que "quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. Quero dizer que a jararaca está viva".

"Me senti prisioneiro hoje de manhã", afirmou durante pronunciamento na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), no Centro da capital paulista. "Já passei por muita coisa na minha vida. Não sou homem de guardar mágoa, mas nosso país não pode continuar assim."

Ele acrescentou que "jamais se recusaria a prestar depoimento. Não precisaria ter mandado uma coerção". “Era só ter convidado. Antes deles nós já éramos democratas.” "Se o juiz [Sérgio] Moro e o Ministério Público quisessem me ouvir, era só ter me mandado um ofício e eu ia como sempre fui porque não devo e não temo", declarou.

Lula criticou parte da Justiça. “Enquanto os advogados não sabiam nada, alguns meios de comunicação já sabiam. É lamentável que uma parcela do poder Judiciário brasileiro esteja trabalhando em associação com a imprensa.” Ele acrescentou: “Antigamente você tinha a denúncia de um crime, ia investigar se existia e prender o criminoso. Hoje a primeira coisa que se faz é determinar quem é o criminoso”.

Fonte: G1/PE

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