Estruturas das delegacias no Sertão de PE estão defasadas, afirma Sinpol


Armário para guardar os EPIs no IML de Petrolina (Foto: Amanda Franco/ G1)

Do G1 Petrolina

As delegacias de Polícia Civil em Petrolina e Santa Cruz, no Sertão de Pernambuco, têm apresentado estruturas defasadas, o que compromete a qualidade do trabalho de vsegurança da população. As condições da infraestrutura dos prédios e a falta de equipamentos são alguns dos problemas apresentados pelo sindicato da categoria.

Em Santa Cruz, a delegacia funciona em uma casa emprestada pela prefeitura da cidade. Ela é pequena e tem mofo e infiltrações nas paredes, além de teias de aranha em toda a parte. Os veículos apreendidos ficam armazenados no quintal e muitos já estão cobertos por plantas trepadeiras, que insistem em crescer no muro.

Alguns pacotes de maconha, apreendidos em operações, se rasgaram e a droga está espalhada. Quem está a trabalho durante o plantão precisa dividir o espaço de descanso com as máquinas caça-níquel, que também foram apreendidas. A delegacia não tem delegado desde que o titular foi transferido. Nenhum outro foi colocado no posto. Fica a cargo do delegado que trabalha em Bodocó, a 76 quilômetros de distância, resolver as demandas de Santa Cruz.

Além de não ter delegado titular, o cargo de escrivão também está vago. O cartório da delegacia vive fechado e os inquéritos estão parados há cerca de dois anos. Apenas um policial fica no plantão por dia na função de investigador e uma única viatura funciona na cidade de segunda a sexta-feira.

De acordo com o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, há também falta de materiais básicos de trabalho. “Está faltando papel. Muitas vezes o delegado pede e não vem e ele tem que comprar do próprio bolso. Água para beber, os policiais estão fazendo cota. Não tem colete a prova de bala para proteger o policial que vai para rua fazer as investigações. Falta material de limpeza básico”, disse o representante da categoria.

Esta situação deixa os moradores cada vez mais amedrontados. O agricultor, Elói Luiz Alves, sente-se inseguro com a falta de efetivo na localidade. “Todos os moradores se sentem inseguros, porque não temos segurança. Vem um agente e fica até três dias e depois vai embora. Depois vem outro e continua a mesma coisa”, disse.

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