MCs pernambucanos de 11 e 16 anos sacodem o YouTube com Guerra de Bumbum



Eles são da nova geração do bregafunk. O estilo criado em Pernambuco mistura a melodia do brega recifense com a batida acelerada do funk carioca. Os MCs Joãozinho da Patrão, de 11 anos, da Ilha do Maruim e Pedrinho do Recife, 16 anos, de Água Fria, despontam no cenário local e chamam atenção pela desenvoltura, apesar da pouca idade. A primeira parceria entre eles, a canção Guerra de bumbum, foi recém-divulgada no YouTube. Com o início da carreira precoce, os dois conciliam os estudos com a música. Mas, para eles, a ajuda dos veteranos é fundamental. 


Aos 11 anos, João Allan Arruda Soares da Silva, já tem quatro de experiência musical. O cantor mirim se espelha em nomes como Luan Santana e MC Gui, de São Paulo. Ele foi influenciado pelo pai, VG Soares, compositor, produtor e roteirista, que tem parcerias com MC Cego e MC Leozinho. Mesmo preso no Aníbal Bruno há seis anos, VG acompanha a carreira do filho e escreve as letras que ele canta. "Todos os dias de visitas levo o João. Lá eles repassam as músicas, ensaiam e ensina como se comportar no palco”, explica a mãe Suely Silva de Arruda. "Quero ser o MC Gui de Pernambuco. Ele é minha grande inspiração", comenta Joãozinho, que frequenta a escola e garante ter notas exemplares. “Meu pai sempre diz que é para estudar. E minhas notas são boas. A música não está interferindo”.

Joãozinho da Patrão nunca fez show, apenas participações. A estreia dele será no dia 23 de abril, na gravação do primeiro DVD, no Chopp Loung, em Jardim São Paulo. "Para onde ele vai, estou acompanhando. Temos a preocupação de evitar que ele grave com as dançarinas de biquíni e não deixamos ele tocar nelas de forma alguma", explica Suely. No repertório, Joaõzinho canta músicas como Maloqueira da favela (mais de 1 milhão de visualizações no YouTube), Patrão é patrão, com MC Leozinho e Kaio da Corea, e Aquecimento do bumbum,participação de MC Cego Abusado.

Com menos de dois anos de carreira, Pedro Paulo Marques Bezerra Junior, 16 anos, sonhava em ser jogador de futebol. Ele chegou a jogar na categoria de base do Santa Cruz, mas foi dispensado. A primeira vez no palco surgiu como uma brincadeira, quando tinha 14 anos. “Estava em uma casa de shows e o DJ Edu me convidou para subir. Eu dublei uma música do MC Pedrinho de São Paulo. No outro dia, tinha certeza que queria ser MC”, relembra. 


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