Paulo Câmara vai pedir ajuda e cobrar responsabilidade dos novos prefeitos com o Pacto pela Vida



O convite do governador Paulo Câmara aos novos prefeitos da Região Metropolitana do Recife (RMR) e secretários municipais de segurança, para um encontro no Palácio do Campo das Princesas, sobre o Pacto pela Vida, nesta tarde, a partir das 15 horas, tem um único objetivo: pedir ajuda e cobrar responsabilidade dos gestores públicos. O socialista parece esperar dividir responsabilidades com os novos gestores.

A princípio, Paulo Câmara vai destacar a importância de envolver os municípios na questão da segurança, adotando ações integradas que ajudem a combater a criminalidade, a exemplo de iluminação, mapeamento e desativação de terrenos baldios, projetos sociais em comunidades vulneráveis, ordenamento urbano.

De acordo com fontes palacianas, esse chamamento nasce de um problema já diagnosticado.

“Hoje, somente a cidade do Recife tem participação no Pacto pela Vida: por meio do secretário Murilo Cavalcanti”.O aliado e prefeito do Recife, Geraldo Julio, já confirmou participação em sua agenda oficial dessa segunda-feira.

No entanto, nem mesmo cidades geridas por aliados históricos dos socialistas, a exemplo de Paulista, Olinda e Caruaru, para citar os grandes municípios, com graves problemas de segurança, deram qualquer colaboração ao Pacto pela Vida ao longo dos últimos anos. 

Assim, as críticas da oposição recaem sempre sobre as cotas do chefe do Executivo.

Até o fim do ano passado, Jaboatão, por meio da Secretaria de Ordem Pública e Segurança Cidadã, da gestão Elias Gomes (PSDB), estava todas as quintas nas reuniões do Pacto pela Vida, na Secretaria de Planejamento (Seplag). Este ano, com a chegada de Anderson Ferreira, ainda não houve presença da cidade.

No fim do ano passado foi inaugurado o 25º Batalhão da PM, em Jaboatão centro. E só saiu porque o município cedeu o terreno e transformou um casarão em quartel. A cidade havia se tornado uma das mais violentas, com maior registro de homicídios.

“A situação mostra que nem sempre criar uma secretaria Municipal de Segurança significa, de fato, que os prefeitos estejam dispostos a se envolver na questão, a comprar essa briga. É essa realidade que o governador está tentando mudar, especialmente porque o controle da violência se tornou vital não só à sobrevivência política, mas à possibilidade de convivência social com qualidade. Não dá pra adiar mais”, revela fonte do Blog de Jamildo.

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