Açude Saco não resiste à estiagem e agoniza em Serra Talhada



A crise hídrica que assola Serra Talhada desde o ano passado e que já levou o Açude Cachoeira II ao colapso, também vitimou o Açude Saco I. Nas imagens do repórter fotográfico do Farol, Max Rodrigues, é possível ver a dramática situação do histórico açude, prejudicando a vida de diversas famílias ribeirinhas que vivem da agricultura e da pesca.

A história do Açude do Saco está totalmente entrelaçado com o desenvolvimento de Serra Talhada. O reservatório foi construído a pedido do Coronel Braz Magalhães, descendente de Agostinho Nunes Magalhães e bisavô do ex-Governador Agamenon Magalhães, em 1848.

Desde aquela época já se percebia a potencialidade hídrica e econômica da então Fazenda Saco.

Várias foram as ampliações da parede do açude, a última foi na década de 1930, quando a Fazenda Saco passou ser administrada pela a União e depois pelo Estado de Pernambuco.

O volume de água impressionava os visitantes, isso porque o açude está localizada em superfície que fica a mais 100 metros de altura da cidade. Essa curiosidade geográfica levou o jornalista Mário Melo, a comparar o reservatório com o lago Titicaca, no Peru, no alto da Cordilheira dos Andes.

CENTRO EXPERIMENTAL

A construção do Centro Experimental da Fazenda Saco foi outro passo importante para a consolidação política, social e econômica de Serra Talhada, a nível regional e nacional. Isso devido as águas do açude serem responsáveis por irrigar as lavouras de algodão mocó. As fibras longas extraída desse tipo de algodão foram consideradas, entre os anos 1940 e 1950, como as melhores do Brasil, o que acabou atraindo muitos investimentos no município.

Após o declínio do ciclo do algodão, o Açude do Saco I passou a ser utilizado como um local de lazer e de diversão da juventude serra-talhadense.

Nas décadas de 70 e 80 era comum os jovens da cidade realizarem caminhadas até o lago para piqueniques e banhos nas encantadoras águas do velho açude.

Infelizmente, com o passar dos anos, o açude acabou sendo esquecido, e por alguma razão foi deletado da memória afetiva da população local. (Blog Farol de Notícias)



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