Paulo Câmara diz que não há a menor possibilidade de apoiar Bolsonaro



Apesar de o presidente estadual do PSL e deputado federal, Luciano Bivar, ter dito que vai pedir, ao governador Paulo Câmara, apoio para o deputado federal Jair Bolsonaro, o socialista descartou, nesta segunda-feira (15), a possibilidade de apoiar o presidenciável. Segundo ele, não há a menor possibilidade de a aliança com a sigla estar condicionada à candidatura do parlamentar.

A candidatura à Presidência da República de Bolsonaro, que veio ao Recife somente para selar a aliança com Bivar, foi anunciada no último dia 5, conforme o Blog da Folha divulgou em primeira mão. Bolsonaro é filiado ao PSC, havia prometido ir para o Patriota, tendo, inclusive colaborado para mudar o nome da legenda para o “PEN”, mas terminou em namoro com o PSL.

A filiação à sigla, no entanto, só será fechada durante a janela partidária, em março, para evitar que seu mandato seja cassado. E a candidatura terá o martelo batido em agosto, durante a convenção do partido. O anúncio pegou a todos de surpresa, causou um imbróglio interno no PSL e poderá ter reflexos negativos na base do governador Paulo Câmara (PSB).

“Em nenhum momento ele (Luciano Bivar) nos procurou até porque ele sabe da posição do PSB, do partido que eu represento, e dos partidos da Frente Popular. Não há essa possibilidade. Evidentemente que Luciano é um parceiro nosso que nos apoiou lá trás, com Eduardo (Campos) e comigo também. Ele tem meu respeito e que vai ser sempre uma pessoa que vou conversar sempre que achar necessário. Mas não há essa opção de Bolsonaro na nossa frente política”, afirmou o governador em evento de assinatura de convênio com o Tribunal de Justiça de Pernambuco para aplicação de penas alternativas, no Palácio das Princesas.

Integrante da base do governador, o PSL articula, por meio do vice-governador Raul Henry (MDB), uma conversa com Paulo Câmara. Luciano e Raul conversaram recentemente e o peemedebista teria sugerido um novo bate-papo, desta vez com a presença do governador. De acordo com Luciano, a ideia é expor o novo panorama após o lançamento da candidatura de Bolsonaro.

Embora Luciano tente atrair o apoio da Frente Popular, a Executiva Nacional do PSB já havia definido que irá marchar com os partidos de centro-esquerda. Entre os aliados, o tema é tratado com cautela. Segundo a deputada federal e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, a aliança com o PSL não será verticalizada.

“Infelizmente os partidos, em sua grande maioria, não têm projeto programático nacional. As alianças locais não se misturam com a nacional”, disse. PCdoB é um dos partidos que Bolsonaro faz duras críticas e afasta qualquer possibilidade de aliança. Questionada sobre o fato de as duas legendas fazerem parte da Frente Popular, Luciana voltou a argumentar que a candidatura de Bolsonaro pelo PSL não se relaciona com o projeto local. (Blog da Folha)

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