Saúde é atingida, e supermercados preveem impacto por até dez dias


Folhapress

Postos de combustível fechados; expectativa de falta de alguns produtos em supermercados por até dez dias; suspensão de voos em aeroportos por falta de abastecimento dos aviões; cancelamento de cirurgias eletivas em hospitais e até mesmo de serviços de hemodiálise.

O 5º dia de paralisação dos caminhoneiros agravou as cenas de desabastecimento, com ampliação do leque de serviços prejudicados no país.

Em São Paulo, não havia álcool nem gasolina comum de manhã, e a gasolina aditivada se esgotaria ao longo do dia.

Em Brasília, houve fila de pedestres em um posto devido à decisão do estabelecimento de vender os litros que sobravam em galões e garrafas --com no máximo cinco litros para cada consumidor.

Em cidades de fronteira, como Foz do Iguaçu (PR), motoristas foram abastecer no país vizinho --Paraguai. Fiscais da Receita Federal apreenderam 900 litros de gasolina em galões na divisa -por considerar ter havido contrabando.

Segundo a Fecombustíveis (entidade que representa os donos de postos), mais de 90% dos postos em estados como Rio, Bahia, Distrito Federal e Espírito Santo já não tinham mais nenhum estoque à tarde.

A prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), disse que a capital do estado foi a primeira a "sofrer total desabastecimento de combustível".

Em Itapevi (Grande São Paulo), a prefeitura decretou que os postos poderiam vender diesel somente para veículos que atendam à área da saúde --como as ambulâncias.

A falta de alimentos em supermercados --especialmente frutas, legumes, verduras, carnes e leites-- já se estendia também ao cardápio de restaurantes. O McDonald's afirmou ser provável a falta de alguns produtos no cardápio de algumas unidades da rede.

A Associação Brasileira de Supermercados avaliava que pode levar até dez dias para normalização do abastecimento depois do fim da paralisação, dependendo da região.

Nos aeroportos, além do de Brasília, outros dez administrados pela Infraero estavam sem combustível, incluindo Recife, Maceió e Goiânia.

Os aeroportos de Cumbica e Congonhas ainda recebiam voos. A Infraero não podia assegurar operações em Congonhas no final de semana.

Houve 64 voos cancelados até às 19h em aeroportos da Infraero. Em Brasília, sob gestão privada, foram 48 no total.

A travessia de balsas entre São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte de SP, estava com número de embarcações reduzidas para economizar diesel.

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