Ida de Bolsonaro aos EUA deixa o Brasil em posição vexatória e subserviente, critica Humberto


Marcada pela entrega do Brasil sem qualquer contrapartida e repleta de declarações controversas – até mesmo contra brasileiros –, a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos se tornou, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), uma vergonha mundial que colocou o Brasil numa posição subserviente e faz lembrar o complexo de vira-lata, cunhado por Nelson Rodrigues. 

Para o senador, a passagem do presidente pelos EUA está se mostrando lamentável sob todos os aspectos, principalmente pela fácil entrega do patrimônio do Brasil aos americanos, como a base militar de Alcântara e a isenção do visto para que venham para cá, sem qualquer reciprocidade. 

“Depois de falarem tanta besteira e que adoram jeans, Coca-Cola e a Disneylândia, Bolsonaro e sua equipe deveriam passar em Orlando para bater uma selfie com o Pateta, porque essa viagem e as declarações deles são uma vergonha ao Brasil”, declarou. 

O senador disse que Bolsonaro foi até a maior potência mundial levando um Brasil apequenado no bolso, subserviente, com base numa política externa errática e tresloucada, que anda a reboque da política americana. Segundo Humberto, o presidente não tem a menor compreensão do papel que o Brasil tem no mundo.

“Eles ganharam a nossa base e a isenção no visto, mas não nos deram nada, a não ser um bonezinho de Trump de 2022. Isso realmente nos deixa em situação vexatória perante o mundo”, disse. 

Humberto lembrou que Bolsonaro começou a viagem agredindo os próprios brasileiros que moram ilegalmente nos EUA – e são perseguidos. O capitão reformado disse que “a grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano”. “Que declaração contra os seus compatriotas”, comentou. 

O parlamentar também questionou duramente a visita que Bolsonaro e sua comitiva fizeram à CIA, agência central de inteligência americana. De acordo com ele, a ida envergonha não só o Brasil e a cidadania brasileira como também a democracia e a América Latina.

“O presidente foi até a agência que espiona o Brasil há décadas e foi responsável pela ditadura mais sanguinária da América Latina, que foi a de Pinochet, no Chile. É algo profundamente lamentável. E só soubemos dessa visita da comitiva graças à empolgação do filho de Bolsonaro, que posta tudo. Seria uma agenda secreta. Inacreditável!”, disparou.

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