Na luta constante para assegurar os direitos dos advogados, advogadas e sociedade civil, a OAB Pernambuco encabeça, novamente, uma campanha de mobilização para cobrar celeridade e melhoria no atendimento no serviço judiciário de Pernambuco. Em tempos difíceis de pandemia, o TJPE anuncia o reajuste no auxílio-alimentação, aumenta a gratificação de acumulação de comarcas aos magistrados, renovam a frota de veículos e, em contrapartida, permanecem com os fóruns fechados, comarcas extintas e processos físicos ainda não digitalizados.
O prejuízo causado pela morosidade do judiciário pernambucano não recai apenas
sob os advogados e advogadas, mas, principalmente, sob toda a sociedade civil.
Para calcular o tamanho do prejuízo, se pega um recorte entre os dias 16 de
dezembro de 2020 até hoje, dia 17 de junho de 2021, onde é constatado que,
neste período, os processos físicos do TJPE só estiveram em curso durante
dezoito dias.
Para isso, a OAB-PE recorreu ao Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) solicitando a digitalização imediata dos processos que ainda
tramitam em meio físico, melhorias nos sistemas operacionais como PJe e no
atendimento à advocacia pernambucana. “Está havendo uma verdadeira inversão de
prioridades no judiciário pernambucano. É fundamental que a sociedade se junte
a nós neste importante pleito, precisamos fazer a pressão necessária para
garantirmos o pleno funcionamento do nosso judiciário”, destacou o presidente
da OAB-PE, Bruno Baptista.
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