Pelo menos uma criança é vítima de estupro por dia em PE, diz governo


Professor de catequese confessou ter abusado sexualmente de menina de 7 anos, no ES (Foto: Reprodução/TV Gazeta Sul)

Todo dia, pelo menos uma criança é vítima de estupro em Pernambuco. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social do estado (SDS), entre janeiro e maio deste ano, a Polícia Civil registrou 255 casos, o que dá uma média de 51 ocorrências por mês. A informação ta no G1.

Esse número, ainda muito alto, era maior no ano passado. De janeiro a maio de 2015, a SDS contabilizou 301 pessoas com menos de 11 anos que sofreram violência sexual. A redução foi de 15,2%, e a média era de duas crianças estupradas por dia. De lá para cá, essa taxa caiu para 1,7 caso por dia.

Desde 1994, Pernambuco tem um núcleo da polícia voltado exclusivamente para a investigação de crimes contra os mais jovens. Composto por quatro delegacias concentradas na Região Metropolitana do Recife (RMR), o Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente funciona na Rua Benfica, no bairro da Madalena, Zona Oeste da capital.

É lá que boa parte das denúncias é feita. O DPCA investiga todo tipo de crime, desde que envolva menores de idade. Mas a frequência de casos de estupro chama a atenção o delegado Ademir Oliveira, responsável pela gestão do departamento. Segundo ele, o abuso sexual de menores é uma prática muito mais comum do que mostram as estatísticas oficiais.

“Estudos nacionais e internacionais apontam que a subnotificação desse tipo de crime é da ordem de 90%. Então, quando nós divulgamos que acontecem 50 mil casos de estupros de criança no Brasil inteiro, por ano, leia-se meio milhão, porque só 10% são revelados e chegam à delegacia”, afirma o delegado.

Muitas vezes, os abusos são cometidos pelo pai ou padrasto, o que explica, em parte, o baixo número de queixas em relação à totalidade de casos. “Tem vários fatores. Normalmente, quem faz a denúncia é a mãe, que desiste ou porque o agressor sustenta a família ou porque tem medo de perder aquele companheiro ou simplesmente porque não acredita na palavra da criança”, conta o gestor do DPCA.

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