Governo do Rio Grande do Norte publica edital para concurso da Polícia Militar



Após anunciar adiamento, o governo do Rio Grande do Norte publicou no Diário Oficial desta terça-feira (16) o edital do concurso público para praças da Polícia Militar. Estão sendo disponibilizadas 938 vagas de nível médio para homens e 62 para mulheres.

O concurso será realizado pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE) e as provas serão realizadas no dia 4 de março de 2018. As inscrições serão realizada através do site www.idabe.org.br a partir do dia 17/01/2018 e vão até o dia 08/02/2017. A taxa de inscrição custa R$ 100.

Os salários serão de R$ 954 durante a formação e R$ 2.904 após o ingresso. O concurso será composto pelas seguintes etapas:

Prova objetiva, que está agendada para o dia 4 de março;

Exames de saúde;

Investigação social;

Exame de avaliação do condicionamento físico;

Curso de formação.

Crise na segurança – A segurança pública do Rio Grande do Norte está em calamidade. Parte deste problema, segundo a própria PM, passa pela falta de efetivo. Hoje, a Polícia Militar possui 7.641 praças e 469 oficiais, o que totaliza 8.316 policiais. O ideal, ainda de acordo com a corporação, é que o efetivo atual fosse de 13.466 policiais, ou seja, existe um deficit de mais de 5 mil PMs no estado.

Entre os dias 19 de dezembro e 10 deste mês a Polícia Militar fez greve no estado. Praças e oficiais cobraram o pagamento de salários atrasados e também exigiram melhores condições de trabalho. Além da falta de estrutura, a falta de um efetivo maior também foi um ponto reclamado.

Crise financeira – A confirmação de que o governo do estado faria um concurso público para a PM foi dada em setembro do ano passado pela Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), mas o edital vinha sendo adiado mês após mês em razão da crise financeira que o estado enfrenta. Ontem (15), a propósito, a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Searh) anunciou que precisará demitir servidores para recuperar a situação financeira do Estado.

Essas demissões não dependem de autorização da Assembleia Legislativa. Na AL, tramitam 18 projetos que começam a ser discutidos em plenário a partir desta terça (16). (G1)

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