Temer troca reajuste de 16,38% a juízes por fim de auxílio-moradia


O presidente Michel Temer decidiu conceder o reajuste salarial para juízes federais e também para os servidores públicos da União.

Essas medidas impedirão o governo de economizar, pelo menos, R$ 8 bilhões no Orçamento do próximo ano.

A equipe econômica queria adiar o reajuste dos servidores federais para 2020 para garantir a maior parte dessa economia (R$ 6,9 bilhões, em 2019).

Nesta quarta-feira (29), porém, Temer fechou um acordo com o STF (Supremo Tribunal Federal) concedendo o reajuste de 16,38% para o Judiciário federal em troca do fim do auxílio-moradia.

Diante dessa situação, o presidente ficaria em uma saia justa se não concedesse o aumento para os servidores do Poder Executivo.

Os reajustes –de 4,75% a 6,65%– foram negociados em 2015, mantidos por Temer quando assumiu a Presidência e programados para os anos seguintes. São beneficiadas 23 carreiras.

Cálculos de técnicos da Câmara dos Deputados indicam que o acordo com o Judiciário federal acarretará mais R$ 930 milhões somente com despesas decorrentes do aumento salarial para juízes.

A conta pode chegar a R$ 1,1 bilhão considerando servidores do Executivo com rendimentos atrelados ao teto do Supremo. Com o reajuste, esse patamar passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

O Judiciário convenceu o presidente de que o aumento salarial poderia ser compensado pelo fim do auxílio-moradia de R$ 4.377 para os juízes.

Apesar disso, os técnicos da Câmara preveem que será preciso fazer cortes nos investimentos, fundamentais para a retomada econômica.

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