Apicultores buscam recuperação do setor no Semiárido



Os apicultores do Nordeste perderam de 75% a 85% dos enxames, em razão da longa estiagem, vivenciada nos últimos cinco anos. “A grande maioria passou esse período, de secas consecutivas, sem povoar as caixas dos apiários. A consequência foi a queda brutal da produção e da renda”, destaca Afonso Odério, engenheiro agrônomo, com mestrado e doutorado em Produção Animal.

Segundo ele, contrapondo essa realidade, de perdas e prejuízos financeiros, desenvolveu-se, ao longo de 35 anos de apicultura, experiências que dão suporte para que se pratiqueuma Apicultura adaptada ao Semiárido. “Experimentos científicos foram realizados e um manejo diferenciado, e apropriado às condições nordestinas, foi desenvolvido”.  Sobre o assunto, o especialista ministrará a palestra “Apicultura no Semiárido: Perder Menos, Recuperar Rápido e Produzir”, no dia 11 de outubro, às 9h, dentro da programação do Seminário do 26º Agrinordeste, que acontece no Centro de Convenções. O evento é promovido pela Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe).

“Técnicas de manejo foram desenvolvidas para minimizar o abandono de colmeias mesmo no período de estiagem severa. Isso, sem a utilização de alimentação artificial”, explica Odério. Prova da eficiência desse manejo está na comparação dos 80% (média) de perdas de enxames no Nordeste, contra 15% (média) de perda nos apiários que adotaram essas técnicas adaptadas.

Além disso, o engenheiro explica que é possível desenvolver mais quatro colmeias, a partir de apenas uma, que juntas produzirão, em média, 40kg de mel/ano. “Com isso, pode-se recuperar rapidamente a capacidade produtiva, por meio do povoamento das caixas vazias abandonadas em anos anteriores”, destaca ele.

As inscrições para a palestra podem ser realizadas no www. agrinordeste.com.br/2018/. Mais informações pelo telefone (81) 3312-8989, de segunda a sexta, das 8h às 18h ou pelo e-mail agrinordeste@faepe.com.br.

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