Humberto foi o parlamentar que mais combateu PEC do Teto dos Gastos, aponta estudo



Radicalmente contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congelou os investimentos públicos em saúde e educação por 20 anos, o líder da Oposição no Senado a Temer e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT-PE), ganhou, nessa terça-feira (2), o reconhecimento como o parlamentar que mais combateu a tramitação da proposta no Legislativo.

A indicação foi feita pelo Laboratório de Estudos Político-Sociais (Labep), que traz um panorama global da atuação parlamentar dos 513 deputados e 81 senadores a respeito das matérias priorizadas pelo governo.

O estudo destaca que Humberto lutou a favor dos anseios da sociedade e foi responsável por ter elaborado cinco emendas para modificar o texto, ter sugerido a realização de quatro audiências públicas para debater o tema e ter apresentado requerimento de retirada de pauta do projeto.

Apesar da luta do senador e de partidos oposicionistas – PT e PCdoB foram lembrados pelo Labep como os únicos com mais de dez representantes presentes nas sessões que votaram integralmente contra a proposição –, a matéria foi aprovada com amplo apoio da base de Temer. A promulgação do texto ocorreu no fim de 2016.

“As sondagens na época mostravam que a população brasileira discordava completamente da medida. A emenda constitucional acabou com praticamente todas as conquistas que o povo teve nos últimos tempos e penalizou quem mais precisa dos serviços públicos. Fomos condenados a 20 anos de retrocesso, e vivemos as consequências nefastas disso tudo já hoje”, resumiu Humberto.

A avaliação do senador é de que se trata de um regime brutal de austeridade fiscal de longo prazo, fundamentada na redução dos investimentos públicos e do recuo da participação do Estado na promoção do crescimento produtivo e fortalecimento da proteção social.

"Isso é inadmissível, principalmente num momento de crise como o que passamos atualmente por conta desse governo corrupto e ilegítimo", disparou.

O levantamento do Labep tem como critério atribuir valor positivo àqueles que trabalharam em consonância com os anseios da sociedade, no enfrentamento às desigualdades estruturais para promover o desenvolvimento, e valor negativo à performance parlamentar que rendeu prejuízos à população.

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