Pernambuco confirma o primeiro caso de zika em gestante em 2019


Pernambuco confirma o primeiro caso do ano de infecção pelo zika na gestação, segundo revela o boletim de arboviroses divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). O vírus, também conhecido pelas suas manifestações congênitas (como a microcefalia), foi detectado numa adolescente de 15 anos moradora de Paudalho, Zona da Mata Norte de Pernambuco, às vésperas de dar à luz um bebê saudável, no dia 23 de fevereiro. Segundo o município, ela apresentou sintomas de zika três dias antes do parto. Logo após o nascimento, foram coletadas amostras da mãe. O resultado saiu apenas no dia 24 de abril.

A análise dos exames foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Milton Bezerra Sobral (Lacen–PE). A presença do zika, no organismo da adolescente, foi confirmada pela técnica de RT-PCR, em que é feito o sequenciamento genético do vírus. O município acrescentou que ela e o bebê estão em acompanhamento desde o nascimento e apresentam boas condições de saúde. 

 “Esse caso confirmado em gestante reforça o alerta de que o zika permanece em circulação no Estado e que não só as gestantes, mas toda a população, devem tomar precauções adequadas contra o Aedes aegypti. Além disso, como zika é uma doença que dificilmente é detectada no início do quadro, esse caso confirmado provavelmente não é o único entre mulheres grávidas. Podem existir outros que não foram diagnosticados laboratorialmente”, frisa a gerente de Vigilância das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes. Ela também informa que já foi feito contato com a área que coordena a síndrome congênita do zika no Estado para que mãe e filho sejam acompanhados, por uma unidade de atenção básica de Paudalho, para se avaliar o desenvolvimento especialmente do bebê.

O boletim da SES ainda mostra que este ano foram notificados 138 casos de gestantes (em 2018, no mesmo período, foram 117) com suspeita de arboviroses – mulheres que apresentaram, em algum momento da gravidez, manchas vermelhas e/ou irritação na pele espalhadas pelo corpo. Entre as 138 suspeitas, 27 tiveram diagnóstico de dengue e três de chicungunha, além do caso confirmado de zika. “Também merecem cuidados, durante a gravidez, a dengue e a chicungunha. Esta última, quanto mais perto do parto se manifestar, mais delicada é a situação. Quanto mais perto do nascimento a mãe tiver chicungunha, maior a carga viral que o bebê receberá. As mulheres que planejam engravidar e as gestantes devem se prevenir, com utilização de repelente recomendado pelo obstetra e uso de roupas leves que cubram o máximo possível o corpo”, orienta Claudenice.Por Cinthya Leite/JC Online

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