Brasil, Bolívia e Alemanha buscam incrementar produção de forragem no Semiárido, estação de Arcoverde será visitada


O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) recebeu, nesta segunda-feira (08), uma missão formada por pesquisadores e técnicos do governo boliviano, representantes do Ministério da Agricultura, Meio Ambiente e da Água. O secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, ao lado do diretor de Pesquisa do IPA, Gabriel Maciel, juntamente com demais integrantes do órgão, deu as boas-vindas à comitiva, que cumprirá extensa agenda até o próximo dia 11 de julho, incluindo reuniões e atividades de campo, com visitas às estações experimentais de Caruaru, Arcoverde, São Bento do Una e Ibimirim. Foi o que informou o Núcleo do Ipa.

O intercâmbio entre os países integra convênio de Cooperação Trilateral Bolívia-Brasil-Alemanha, intitulado “Cotrifor”. O objetivo é promover troca de conhecimento e experiências para melhoria dos sistemas de produção de forragem nas regiões dos semiáridos pernambucano e boliviano, por meio de capacitação e transferência de tecnologia para ajudar a melhorar as funções do ecossistema e a eficiência da água de pastagens nativas nas bacias hidrográficas.“A instituição que executa o projeto no Brasil é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que delegou ao IPA o trabalho, uma demonstração da importância desse órgão de excelência e pesquisa do governo pernambucano”, avaliou o secretário Dilson Peixoto.

As zonas áridas da Bolívia ocupam cerca de 40% do território nacional, e é onde a maioria da população vive em extrema pobreza, com 36% da população rural, que tem como principal fonte de renda a agricultura e a pecuária, muito vulneráveis ao regime de chuvas, com baixos níveis de produtividade e competitividade. "Já em Pernambuco, cerca de 90% do território está localizado na região do semiárido", destaca o diretor de Pesquisa do IPA, Gabriel Maciel.

Com o projeto, espera-se desenvolver as capacidades das partes cooperantes para alcançar a diversificação e intensificação dos sistemas de produção agrícola através da aplicação de inovações tecnológicas, promovendo a melhoria das espécies e variedades forrageiras, manejo local de solo e restauração de ecossistemas, incluindo as áreas de biotecnologia e nanotecnologia. 

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