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'Se eu quisesse ser presidente, teria sido no lugar do Michel', diz Rodrigo Maia
"Se eu quisesse ter sido presidente da República,
teria sido no lugar do Michel", afirmou Maia, durante o Festival Piauí de
Jornalismo, que acontece neste final de semana. Em seguida, presidente da
Câmara afirmou que não tem intenção de chegar à Presidência pela via indireta,
sugerindo que não descarta disputar o cargo em uma eleição.
A fala do deputado se refere ao período de crise do governo
Michel Temer.
Em 2017, o emedebista - que tinha ascendido da
vice-Presidência à Presidência - foi denunciado por corrupção duas vezes pelo
então procurador da República, Rodrigo Janot, e quase caiu do cargo. Na
ocasião, Maia, que já era presidente da Câmara, era o sucessor, mas não
articulou pela queda.
Temer derrotou Janot na Câmara, nas votações que iriam
determinar se ele poderia ser investigado durante sua presidência. O emedebista
se manteve no cargo até o fim do mandato, quando passou a faixa a Bolsonaro.
Hulk e Doria
Durante o painel deste sábado, Maia disse que não faz
questão de integrar uma chapa presidencial mas que quer contribuir para a
formação de um governo de Centro.
Maia confirmou que esteve, na noite de sexta, em um jantar
com Luciano Huck e que o tema da conversa foi política e a formação de uma
coalizão de Centro, mas disse que o apresentador só decidirá mais adiante se
irá disputar a Presidência.
Em entrevista coletiva após sua fala, o deputado,
perguntado se poderia se aliar ao governador paulista João Doria (PSDB), disse
que há todas as condições de reeditar a conhecida aliança entre democratas e
tucanos, mas que ainda é muito cedo para dizer.
Crítica à nova política
Durante o painel, Maia criticou a chamada "nova
política", que se opõe à políticos tradicionais de muitos mandatos, como é
o caso do deputado.
O deputado citou o presidente americano Donald Trump e o
imbróglio do Brexit no Reino Unido para argumentar que proponentes da nova
política implodem modelos antigos de se governar, mas não conseguem formular
nada para colocar no lugar, deixando países à deriva. Por: AE
