Marcha de Belo Horizonte a Brumadinho protesta contra crimes da Vale


Da RBA*

Mais de 350 pessoas atingidas pelo crime ambiental de Brumadinho vão percorrer, a partir de segunda-feira (20), 300 quilômetros de Belo Horizonte até a cidade de Brumadinho. A chegada está prevista para sábado (25). O episódio completa um ano em 25 de janeiro, quando a barragem em Córrego do Feijão se rompeu, deixando 272 mortos.

Com a marcha, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) pretende dar visibilidade e legitimidade nacional e internacional à luta dos atingidos diante dos crimes da Vale – Mariana e Brumadinho. Pretende também fortalecer a unidade e organização estadual e nacional entre atingidos na luta e resistência pelos seus direitos e na construção de um novo projeto energético popular; denunciar os crimes e o tratamento que as empresas privadas vêm fazendo sobre a sociedade brasileira, especialmente aos atingidos por barragens; e reconhecer os atingidos como defensores dos Direitos Humanos.

A programação da marcha em homenagem às vítimas começa às 9h de segunda, com concentração na Praça do Papa. De lá, o ato segue para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde haverá a abertura oficial da jornada. Nesse mesmo dia, os atingidos saem em direção a Pompéu, onde estão previstas atividades no dia 21. A marcha ainda passa por São Joaquim de Bicas e Betim (Citrolândia).

Nas cidades serão realizados debates, seminários, atos públicos e atividades culturais. Na sexta (24), em Citrolândia, haverá um ato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já no sábado (25), as atividades organizadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se somam a ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Arquidiocese de Belo Horizonte, que nesse dia promove a 1ª Romaria da Arquidiocese de Belo Horizonte pela Ecologia Integral em Brumadinho.

*Com informações do MAB e do Brasil de Fato.

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