Febre amarela terá mais cobertura


A partir de hoje tem início o calendário da vacina contra febre amarela. As doses serão disponibilizadas para todos que ainda não se imunizaram contra a doença, e não apenas para quem for viajar para áreas com recomendação de imunização. Seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), será implantada a vacina contra febre amarela na população de 9 meses a 59 anos de idade, além de dose de reforço para crianças de 4 anos. Na capital pernambucana, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife vai disponibilizar a vacina em 16 unidades de saúde de referência.

Antes, só recebiam a vacina pessoas que fossem viajar para áreas com recomendação de imunização nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. Com o avanço de registro de casos em outras localidades, o Ministério da Saúde vem expandindo as áreas com recomendação de vacinação gradativamente. Por isso, o órgão recomenda que, a partir de agora, a primeira dose do imunizante seja aplicada em crianças de 9 meses, com reforço aos 4 anos de idade. Neste primeiro ano, a meta do governo federal é alcançar 95% das crianças menores de um ano.

Também devem receber a vacina, em dose única, pessoas com até 59 anos que não tenham registros anteriores de imunização. Somente em 2019, no Recife, foram aplicadas mais de 17 mil doses em viajantes que iam para locais com recomendação da vacina. De acordo com o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Recife recebeu 55 mil doses da vacina neste último mês e as distribuiu para 16 unidades de saúde (duas em cada um dos oito Distritos Sanitários da cidade). “Fizemos isto para evitar que haja desperdício de doses, já que cada ampola do imunizante dá para vacinar de cinco a dez pessoas e, depois de aberta, ela deve ser consumida por completo, em até seis horas”, explicou o gestor.

A vacina é contraindicada para pessoas com alergia grave a ovo, que tenham doenças autoimunes ou em tratamento com quimioterapia/ radioterapia. Além disso, alguns grupos, como idosos, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas em determinados tratamentos de saúde, por exemplo, devem buscar orientação médica antes de se vacinar para avaliar a real necessidade da imunização.

FEBRE AMARELA 

Por não estar em área de circulação ativa do vírus que provoca a febre amarela, o Recife não possui registros de confirmação da doença em sua história. A cidade teve notificação de cinco pacientes com sintomas semelhantes aos da patologia, sendo dois em 2008 e três em 2018. Todos os casos tinham histórico de viagem para locais com risco de infecção e foram descartados.

A febre amarela é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes e pode apresentar sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em casos mais graves, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte. O Brasil não registra casos de febre amarela urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, desde 1942.

Em função da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, em São Paulo, o Ministério da Saúde resolveu antecipar a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. A ação, que estava prevista para abril, terá início este ano no dia 23 de março e deve primeiro imunizar gestantes, crianças com até 6 anos, mulheres até 45 dias após o parto e idosos - historicamente mais vulneráveis à doença. As demais definições devem ser apresentadas em breve pelo MS.

Esta estratégia tem como objetivo diminuir a quantidade de pessoas com gripe e, com isso, facilitar e acelerar o diagnóstico da síndrome respiratória Covid-19. Mesmo que a vacina contra a gripe não tenha eficácia contra o coronavírus, a imunização das pessoas ajudará os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e identificarem, por eliminação, eventuais casos de Covid-19. (Diário de Pernambuco)

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