Zé Marcolino, autor de Numa Sala de Reboco, faria 90 anos hoje

O caboclo Marcolino alimentava o sonho de ver composições que fazia gravadas por Luiz Gonzaga. Morando no sertão da Paraíba, na divisa com Pernambuco, seu talento não muito além da região, dificilmente conseguiria chegar ao Rei do Baião, um mito nordestino, independente da moda do baião de ter passado no Sudeste, naquele começo da década de 1960. Zé Marcolino conseguiu ser gravado por Luiz Gonzaga. Mais que isso, fez turnê com ele, e chegou a morar em sua casa, no Rio.

Uma história bonita, cujo personagem principal está cada vez mais esquecido. José Marcolino Alves, natural de Sumé, na Paraíba, completaria 90 anos nesse domingo, véspera de Dia de São Pedro. Nos festejos contidos do período junino de 2020, pelo menos uma composição de Zé Marcolino ficou entre as mais tocadas, como acontece todos os anos, desde que foi lançada por Luiz Gonzaga: Numa Sala de Reboco.

Quem escrevia as cartas para Luiz Gonzaga era um amigo de Zé Marcolino. O compositor encaixava no impossível a possibilidade de ser gravado por seu ídolo. No seu livro Vida, Versos e Viola (Fundarpe, 1990), Marcolino conta em detalhes como aconteceu o encontro com Luiz Gonzaga, e tudo começando com um sonho:

“(...) Eu sonhei que atirava num bicho e matava dois. Ao amanhecer eu disse para minha mulher: hoje eu vou à procura de um negócio e vou realizar dois”. Naquele dia ele ia a Sumé receber o dinheiro de um boi que tinha vendido. Encontrou um irmão dele, Antonio Marcolino, que lhe contou que Luiz Gonzaga encontrava-se na cidade. Zé Marcolino foi imediatamente ao hotel em que Lua estava hospedado. Na frente do hotel reconheceu Xaxado, o anão, que substituiu Catamilho, igualmente anão. O baiano Osvaldo Nunes Pereira, que Lua deu o apelido de Xaxado, e que também ficou conhecido como Salário Mínimo. Por José Teles José Teles/JC Online, matéria na íntegra aqui

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