População toma as ruas nos EUA, contra Trump, aliado do bolsonarismo no Brasil
Grandes multidões protestaram neste sábado (28) nos Estados Unidos e em outros países contra o presidente Donald Trump, com milhões de pessoas indignadas com seu estilo autoritário de governar, suas duras políticas migratórias e a guerra com o Irã.
Os organizadores das mobilizações afirmaram que "pelo menos oito milhões de pessoas se reuniram em mais de 3.300 atos nos 50 estados", de grandes cidades até pequenos povoados. As autoridades americanas não divulgaram uma estimativa nacional da participação.
Esta é a terceira vez que os americanos saem às ruas em menos de um ano como parte de um movimento chamado "No Kings" (Sem Reis), a forma mais visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
Em Nova York, a metrópole mais populosa dos Estados Unidos, dezenas de milhares de manifestantes se juntaram ao protesto, entre eles o ator ganhador do Oscar Robert De Niro, um crítico frequente de Trump.
De Niro classificou o presidente como "uma ameaça existencial para nossas liberdades e nossa segurança".
Os protestos foram registrados de costa a costa, desde Atlanta até San Diego, e era esperado que os habitantes do Alasca também aderissem às mobilizações mais tarde, devido ao fuso horário.
"Nenhum país pode governar sem o consentimento do povo", declarou à AFP, em Atlanta, Marc McCaughey, um veterano militar de 36 anos.
Em Washington, os participantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac para seguir em direção ao Lincoln Memorial, cenário de manifestações históricas pelos direitos civis.
Trump, por sua vez, está passando o fim de semana na Flórida.
A onda de reprovação a Trump ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, com mobilizações registradas neste sábado em cidades europeias como Amsterdã, Madri e Roma, onde 20.000 pessoas marcharam sob um forte dispositivo policial.
"Não queremos um mundo governado por reis... que tomam decisões de cima para baixo", afirmou Andrea Nossa, um pesquisador nascido em Milão, de 29 anos. Por AFP.