Bastou um mês para o
governo falar em reajuste da bandeira tarifária, mecanismo que aumentou o preço
da energia elétrica para o consumidor desde o dia 1º de janeiro. O primeiro
aumento da sistemática poderá acontecer antes do Carnaval, conforme informou
ontem o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu
Rufino. A agência espera a publicação de decreto da presidente Dilma Rousseff,
que deve aumentar o preço das bandeiras amarelas e vermelhas em 50%. A bandeira
tarifária vermelha, em vigor atualmente, equivale a uma adição de R$ 3 para
cada 100 kwh de consumo, que no caso de Pernambuco tem um custo de R$ 50 (o
quilowatt-hora cobrado pela Celpe é em média de R$ 0,50). Com a decisão, a
bandeira vermelha poderá subir para R$ 4,50. O sistema de bandeiras foi criado
para compensar o uso das térmicas, que vêm operando no limite por causa da
crise hídrica.
O ministro de Minas e
Energia, Eduardo Braga, confirmou que o governo federal vai elevar o valor das
bandeiras vermelhas nas tarifas de energia elétrica. A intenção do governo é
resolver os problemas financeiros das distribuidoras. A bandeira tarifária
funciona como uma antecipação de fluxo de caixa para as empresas, que teriam de
esperar o reajuste anual das contas de luz para incluir o custo maior da
energia elétrica gerada por usinas termelétricas. A bandeira vermelha indica
que o nível baixo dos reservatórios das usinas hidrelétricas obriga o
acionamento intensivo das térmicas, que têm um custo de produção maior.
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