sexta-feira, 7 de agosto de 2020

De maio a julho, iniciativa privada demite 2,9 milhões de pessoas

Com os efeitos da pandemia pelo novo coronavírus, o Brasil encerra o segundo trimestre de 2020 com taxa de desemprego de 13,3%, maior do que o trimestre anterior, quando era de 12,2%, quantidade recorde de desalentados e o menor número de pessoas com carteira assinada da série histórica, iniciada em 2012, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. Apenas entre março e julho, o setor privado demitiu 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

O número de desocupados (12,8 milhões), no entanto, ficou estável em relação ao trimestre anterior (12,9 milhões). Isso ocorreu, porém, devido ao crescimento da quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar emprego durante a pandemia, o chamado desalento. De acordo com o levantamento, o número de pessoas ocupadas caiu 9,6% no período, ou seja, uma redução de 8,9 milhões. Como isso, a população total ocupada no Brasil recuou para 83,3 milhões de trabalhadores. Comparado a 2019, esse total aponta 10,5 milhões a menos.

Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho (77,8 milhões de pessoas) também é a maior da série, iniciada em 2012: subiu 15,6% (mais 10,5 milhões de pessoas) em relação a março e aumentou 20,1% (mais 13 milhões) frente a igual trimestre de 2019. Vera Batista e Fernanda Strickland (Correio Braaziliense)

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