O projeto altera a Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT). De acordo com o texto aprovado, haverá um prazo prescricional de cinco
anos, ou seja, o cálculo da multa só poderá atingir os salários pagos até cinco
anos antes. O valor da multa, no entanto, é passível de revisão pelo juiz.
O projeto estava no Congresso há dez anos e chegou a ser
arquivado no Senado. Foi desarquivado em 2019 e teve Paulo Paim (PT-RS) como
relator. Ao longo dos anos, passou pelas comissões de Assuntos Sociais e de
Direitos Humanos. Em seu relatório, Paim afirma, com base nos dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, na média, as
mulheres receberam 77,7% da remuneração dos homens.
“Temos consciência de que a discrepância salarial de
gênero tem profundas raízes sociais e culturais e que a mudança legislativa é
incapaz, individualmente considerada, de eliminá-la. No entanto, nessa luta da
mais elevada justiça, qualquer contribuição positiva é válida”, disse Paim em
seu parecer.
A aprovação do projeto e a atuação de Paim foi muito
elogiada por senadores, mas as preocupações para a correta aplicação da lei
também tiveram espaço nas falas dos parlamentares. “Essa lei vem dar um alento,
mas, ao mesmo tempo, é bom a gente frisar que essa é uma fiscalização muito
complexa. E, para isso, nós precisamos de elementos e, inclusive, de tecnologia
e de fiscalização mais eficientes, para que nós, de fato, possamos combater
esse tipo de desigualdade”, disse Eliziane Gama (Cidadania-MA).
Com Agência Brasil

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