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Publicado por Blog do Ivonaldo Filho

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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Brasil despenca e é destaque negativo em ranking de combate à corrupção

Sérgio Lima/Poder360

O combate à corrupção na América Latina passou uma nova onda de atrasos no ano passado em decorrência da pandemia de Covid-19, indica o Índice CCC 2021, apresentado em Londres nesta segunda-feira, 14. O Brasil, por sua vez, aparece como um dos destaques negativos por ter perdido duas posições em relação ao ano passado, chegando à sexta posição, entre 15 países latino-americanos. 

A Americas Society/ Council of the Americas (AS/COA) e a Control Risks, consultoria especializada em riscos globais, lançaram pelo terceiro ano consecutivo o Índice de Capacidade de Combate à Corrupção (CCC) para avaliar como os países latino-americanos detectam e punem a corrupção.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o vice-presidente de política da AS/COA, Brian Winger, destacou que esse ranking revela que "os esforços de combate à corrupção são mais necessários em 2021 do que nunca".

"A América Latina está entre as regiões mais afetadas pela pandemia", destacou Winger, ao mesmo tempo em que observou que, "com os governos sob crescente pressão financeira e os sistemas de saúde seriamente afetados em muitos países, os efeitos perniciosos da corrupção na sociedade são ampliados".

O ranking cobre 15 países latino-americanos — que representam quase 95% do PIB da região — e os avalia e classifica de acordo com a eficácia com que podem combater a corrupção, sendo aqueles com as pontuações mais altas considerados mais propensos a ver corruptos processados e punidos.

De acordo com o Índice CCC, o Uruguai é o país com a pontuação mais alta (7,80/10), seguido por Chile (6,51), Costa Rica (6,45), Peru (5,66) e Argentina (5,16) fechando o top 5.

O Brasil, por sua vez, aparece apenas na sexta posição, com 5,07 pontos, seguido por Colômbia (4,81), Equador (4,77), Panamá (4,55), República Dominicana (4,38), México (4,25), Paraguai (4,08), Guatemala (3,84), Bolívia (2,43) e Venezuela (1,40). (Com EFE)

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