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| © JF DIORIO/ESTADÃO |
Presidente da PSR, maior consultoria de energia do País,
Luiz Barroso afirma que o planejamento do setor é centrado na chamada garantia
física, indicador que traduz quanto uma usina contribui para a segurança do
suprimento. “O problema é que, no Brasil, a garantia física nem garante, nem é
física”, diz. Ele explica que a garantia física é calculada com base em modelos
computacionais que precisam ser aperfeiçoados – a metodologia foi definida em
2004. “Ela não representa a expectativa de produção de uma usina, e sim seu
valor econômico ao sistema”, diz.
Um exemplo é Belo Monte, no Pará, que tem uma garantia
física de 4.571 megawatts médios. O número não representa com precisão a
característica de uma usina a fio d’água e que depende das chuvas: nos meses
úmidos, gera o triplo da energia produzida em meses mais secos, em que a
capacidade é de 1.963 megawatts médios. Isso significa que, nos meses úmidos,
Belo Monte gera o suficiente para abastecer famílias e empresas dos Estados do
Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Nos secos, a produção é capaz de suprir
apenas Pernambuco. (Estadão)

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