As articulações são uma reação de uma ala do partido à hipótese de outro técnico ser alçado à condição de candidato. As costuras se dão no âmbito da Câmara Federal e contam com a simpatia de parlamentares de outros partidos da Frente Popular que discordam da alternativa José Neto, secretário da Casa Civil, para disputar a sucessão de Paulo Câmara.
A bolsa de apostas cresceu em torno de José Neto nessa última semana, como a coluna cantara a pedra, após a ausência de Geraldo Julio no 15º Congresso Estadual do partido no último domingo. Uma parte dos correligionários entendeu que, ali, o jogo foi zerado. Por mais que o ex-prefeito do Recife viesse negando que concorreria a governador, ainda pairava dúvida se essa decisão era mesmo irreversível. O detalhe é que não é só no ninho socialista que as lideranças resistem a um técnico como opção.
No PT, paira entendimento semelhante. O partido realiza, neste domingo (19), reunião deliberativa do diretório estadual. E, na pauta, entre outras coisas, deve constar a sugestão do nome do senador Humberto Costa para concorrer ao Governo do Estado.
Petistas avaliam que o partido, pelos quadros que acumula, pela força do ex-presidente Lula, precisa ter posição de protagonismo na construção. A ideia inicial é defender que o nome de Humberto, ao menos, seja levado em consideração no debate. A iniciativa se dá também quando o PSB já parece figurar sem nome natural mais no páreo, uma vez que os próprios socialistas já sinalizam que o ciclo de Geraldo se fechou. A lógica não é gerar ruído, mas propor que os quadros do PT sejam levados em conta.
A reunião dos petistas se dá uma semana após o PSB deliberar, no congresso estadual, que encabeçará a chapa majoritária em qualquer circunstância. Tanto no PSB, como no PT, o argumento que embasa as articulações é o mesmo: avalia-se que o nome que vai concorrer à sucessão de Paulo Câmara precisa ter "lastro político". Por Renata Bezerra de Melo/Folha de Pernambuco
Nenhum comentário:
Postar um comentário