O índice havia registrado alta de 1,25% em outubro. Apesar da desaceleração de um mês para o outro, esta foi a maior variação para um mês de novembro desde 2015 (quando foi de 1,01%).
O IPCA acumula alta de 9,26% no ano e de 10,74% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,67%). A inflação acumulada em um ano permanece mais do que o dobro do teto da meta fixada pelo governo para 2021 (5,25%).
A maior variação e o maior impacto vieram do setor de transportes, que correspondeu a cerca de 76% do índice do mês. O setor foi fortemente influenciado pela alta nos preços da gasolina (7,38%). Com o resultado de novembro, a variação acumulada do combustível nos últimos 12 meses foi de 50,78%. Além disso, houve altas nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).
O segundo maior impacto foi da habitação (1,03%), cujo resultado ficou próximo ao do mês anterior (1,04%). Na sequência, veio o setor de despesas pessoais (0,57%).
No lado das quedas, os destaques foram saúde e cuidados pessoais (-0,57%) e alimentação e bebidas (-0,04%). Por Flávia Said/Metrópoles
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