| Amanda Perobelli/Estadão |
Diferentemente das coligações partidárias, as federações exigem afinidade ideológica, compromisso de união pelo prazo mínimo de quatro anos – o que inclui as eleições municipais em 2024 – e criação de um programa comum de atuação no Congresso. Ou seja: trata-se de um “casamento” que vai além das eleições presidenciais e estaduais, cujo “divórcio” é punido pela Justiça Eleitoral. As legendas que se unirem em federações em 2022 terão de estar no mesmo palanque em todos os Estados, o que exige uma complexa negociação, que tem prazo para a conclusão no começo de abril do ano que vem.
A princípio, o PT resistia ao modelo, mais atrativo aos partidos pequenos que correm o risco de não ultrapassar a cláusula de barreira – que restringe recursos públicos a legendas que não atinjam uma cota mínima de votos ou representantes eleitos na Câmara. Nas eleições de 2022, os partidos terão de alcançar o mínimo de 2% dos votos válidos ou eleger ao menos 11 deputados federais em nove Estados.
Na última reunião do diretório nacional, no dia 16, o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT aprovou uma resolução para abrir negociação sobre a formação de uma federação partidária com PCdoB, PSB, PSOL e PV. Apesar do gesto, parte da direção petista ainda resistia à ideia. Mas o cenário interno mudou, segundo deputados e dirigentes ouvidos pela reportagem.
“A federação pode constituir uma frente de partidos que apoiará Lula à Presidência. Votei favorável. Ele sairia na largada com cinco partidos em 2022”, disse o deputado Reginaldo Lopes (MG), líder do PT na Câmara. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), também se mostrou favorável à proposta em um sinal de que Lula aprova a iniciativa. (Estadão)
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