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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Governo do Estado assume compromisso com a Pauta do Grito da Terra e diz que não apoiará a Reforma da Previdência



Um grito de indignação, mas também de resistência. Esse foi o tom do 6º Grito da Terra Pernambuco, que ocorreu no dia 17 de abril, no Recife, com a participação de mais de 6 mil pessoas de todas as regiões do estado. Diante desse cenário, parlamentares estaduais de diferentes partidos se comprometeram em articular suas bancadas contra a Reforma da Previdência, durante Audiência Pública na Assembleia Legislativa (ALEPE); já  durante reunião no Palácio, o Governo do Estado também reafirmou esse compromisso, além de dar respostas a diferentes itens da Pauta de Reivindicações apresentada pela Fetape, Fetaepe e seus Sindicatos, em parceria com vários Movimentos e Organizações Sindicais e Social.

Além de vários deputados estaduais, os trabalhos contaram com a presença do senador Humberto Costa; dos deputados federais Silvio Costa e Ricardo Teobaldo, e do representante da Arquidiocese, padre  Josenildo Tavares. O espaço ficou lotado com lideranças sindicais e de movimentos e organizações sociais, prefeitos e vereadores ligados ao Movimento Sindical Rural e trabalhadores rurais

O presidente da Fetape, Doriel Barros, em seu discurso fez questão de lembrar: “Já realizamos mais de 100 audiências nos municípios, e assumimos um posicionamento junto com os trabalhadores: o deputado ou senador que aprovar essa Reforma da Previdência e qualquer político que apoiá-la não terá o nosso voto nas próximas eleições”.

Momento com o Governo do Estado

O governador se reuniu, inicialmente, com uma comissão do Grito, e depois falou aos trabalhadores. Durante o encontro, ele assinou dois decretos, que vão consolidar a agroecologia e a agricultura familiar de Pernambuco, além de garantir o fortalecimento do Programa Chapéu de Palha com o anúncio do envio, ainda nesta semana, à Assembleia Legislativa  de um  Projeto de Lei para reajustar em 10% o benefício.

“Entendemos a preocupação do trabalhador rural e reafirmamos o nosso compromisso em realizar ações que passem pela melhoria da chegada da água, pela segurança no âmbito da zona rural e questões que envolvam a educação. Vamos realizar obras que garantam a instalação de cisternas, sistemas simplificados e a perfuração de poços para dar condições ao trabalhador de produzir mais apesar das dificuldades de água”, afirmou . “Saio daqui hoje com o dever de casa de defender o homem do campo, para que ele tenha condições de, com o próprio trabalho e na sua terra, fazer avanços e poder se estabelecer com essa atividade econômica importante que nós sabemos que é”, completou.

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