Prisão de Lula é 'fato gravíssimo', reage Cuba




Havana, 8 Abr 2018 (AFP) - O governo de Cuba denunciou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um "fato gravíssimo" que busca impedir que o líder mais popular do Brasil seja candidato na próxima disputa pela Presidência.

"Cuba denuncia a prisão com fins políticos do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva que constitui um fato gravíssimo, ao tentar impedir que o líder mais popular do Brasil seja candidato à Presidência desse país", disse a Chancelaria.

Na segunda declaração de apoio a Lula em uma semana, Havana disse que o líder petista é "vítima de uma injusta perseguição política, judicial e midiática".

Essa perseguição "tem o propósito de criminalizar um líder emblemático da Nossa América e as forças políticas e sociais que empreenderam o caminho para um Brasil mais justo", acrescentou.

"Ao prender Lula, aspira-se a reverter os progressos e conquistas sociais dos governos do Partido dos Trabalhadores, entre eles o de ter tirado milhões de brasileiros da pobreza", completa o governo cubano.

"A Lula e ao povo brasileiro não lhes faltará o apoio de governos, organizações, forças políticas e movimentos sociais em vários países de todas as regiões", ressalta Havana.

Nessa mesma linha, para a Venezuela, trata-se de uma "inquisição judicial" que busca "impedir" que Lula ganhe a Presidência.

"A Venezuela manifesta sua absoluta solidariedade com o ex-presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de uma inquisição judicial", ressalta um comunicado da Chancelaria.


Para o governo de Nicolás Maduro, "a direita brasileira e internacional, em acordo com o servil imperialismo, pretende impedir que" os brasileiros elejam Lula novamente como seu presidente.

"O companheiro Lula é o maior dirigente popular na história política da nação sul-americana", acrescenta a nota do Ministério das Relações Exteriores. (Uol)

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