Brasileiros estão mais endividados


De acordo com a Serasa Experian, 63,3 milhões de brasileiros estavam com contas atrasadas e negativadas em julho de 2019. O crescimento foi de 2,7% com relação ao mesmo período do ano passado. O número representa 40,5% da população adulta do país, que deve principalmente para instituições financeiras. Em Pernambuco, 41,1% da população estava inadimplente em julho de 2018, No mesmo período deste ano, o percentual de devedores caiu para 39,9%. A informação ta no Blog Hoje.

Se comparado a junho/2019, aproximadamente 100 mil pessoas deixaram os registros de contas atrasadas e negativadas – redução de 0,2% em julho/19. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, ainda que o número esteja em um patamar bastante elevado, a expectativa é que o segundo semestre continue trazendo na comparação mensal uma redução pequena, mas gradativa por conta da melhora no cenário econômico.

Em julho/19, a representatividade do segmento de Banco e Cartões no montante de dívidas foi de 29,3% – o maior desde outubro/17, quando chegou a 29,6%. Já as Financeiras chegaram a 10,4%, o maior desde o início da série histórica, em março de 2016. Juntos, eles representam quase 40% das dívidas do país.

Para Rabi, o aumento da participação das instituições financeiras no total da inadimplência tem sido uma tendência marcante destes primeiros sete meses do ano. “O movimento revela a grande dificuldade que os brasileiros têm em não conseguir honrar nem os compromissos firmados com esta classe de credores, restringindo o acesso a crédito destas pessoas.”

Na análise julho/2019 ante o mês anterior, o segmento de Utilities teve a maior variação, apresentando queda de 0,4 p.p. Bancos e Cartões (0,1 p.p), Telefonia (0,2 p.p), Serviços (0,1 p.p) e financeira (0,2 p.p) cresceram.

Roraima ainda é o Estado com maior número de brasileiros negativados, com 56,3% da população adulta com dívidas em atraso. O Amazonas aparece em segundo lugar, com 54,3%, um aumento de 0,7 p.p. com relação ao mês de julho do ano passado e de 2,3 p.p. na comparação junho/19 e julho/19. 

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