terça-feira, 23 de junho de 2020

Presidente da Confederação Nacional de Municípios descarta eleições em 2020

Em debate no Senado Federal, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, destacou a preocupação da entidade caso as eleições municipais sejam mantidas em 2020. Por videoconferência na tarde desta segunda-feira, 22 de junho, ele pontuou os riscos de saúde para a população, além de questões econômicas e jurídicas, como a desigualdade de oportunidades para candidatos que estejam em grupo de risco para a Covid-19. Com a participação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, a sessão reuniu ainda especialistas da área de saúde e juristas. As informações são da Agência CNM de Notícias.

Os convidados debateram o adiamento do pleito diante da pandemia do novo coronavírus. O Senado pretende levar o tema à votação no plenário da Casa nesta terça-feira, 23. Entre as possibilidades, há parlamentares que propõem suspensão do pleito para unificação com as eleições gerais em 2022 e outros que tratam do adiamento para o fim de 2020, entre novembro e dezembro. Hoje, as eleições estão previstas para outubro.

“Estamos ouvindo prefeitos, universidades e cientistas que estão estudando o tema e entendemos que o Brasil não reúne condições sanitárias, sociais, econômicas e jurídicas para manutenção das eleições em 2020. Ninguém sabe o que vai acontecer. Não temos garantia sanitária nenhuma”, resumiu Aroldi. Ele ressaltou que as próprias autoridades de saúde presentes no debate apontaram a impossibilidade de definir o cenário futuro.

Na ocasião, os três especialistas convidados a falar sobre o ponto de vista científico da pandemia e o impacto nas eleições concordaram com o adiamento para o fim de 2020. O infectologista David Uip destacou, no entanto, que não há certezas no contexto atual e que defende a proposta dentro do que acha mais razoável. “Não é possível prever com exatidão o que acontecerá nos próximos meses. Nada indica que estamos ultrapassando o pico da pandemia, estamos diante do recorde de mortes. [...] Ninguém tem resposta definitiva. Pandemia é um aprendizado do dia a dia”, justificou.

Com informações são da Agência CNM de Notícias

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