segunda-feira, 6 de julho de 2020

No retorno às aulas, 10 mil escolas públicas não têm acesso a água limpa

Com protocolos baseados no uso de álcool em gel e lavagem das mãos, escolas se preparam para retomar atividades no 2º semestre deste ano. Contudo, mais de 10 mil escolas públicas ainda não têm acesso à água limpa ou potável no país. É o que mostra 1 levantamento realizado pelo O Globo com base nos dados do Censo Escolar de 2019.

Ao todo, são mais de 2 milhões de estudantes que frequentam as 10.685 ( 3.347 estaduais e 7.338 municipais) unidades educacionais nessas condições

Por outro lado, a Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) afirma que as instituições privadas já estão prontas para a retomada das atividades presenciais conforme o protocolo desenhado pelo governo.

Ainda são 8% as instituições ainda não têm ligação com o esgoto público ou nenhum tipo de fossa, 4% as que não têm banheiro e 3% ainda sofrem com a falta de energia elétrica.

Somente cerca de 65% das 109 mil escolas municipais têm água encanada, e 3% são acessos irregulares, com água salobra ou abastecidos com carros-pipa.

A região Norte é a mais afetada no país. Uma a cada quatro escolas municipais não tem água potável. No Amazonas, metade das escolas são abastecidas com água de rios. A situação se repete no Acre, Estado em que uma a cada 3 escolas não têm acesso ao recursos.

“Não há mais rio limpo no Brasil. Foi assim, por exemplo, que a cólera entrou no país. Foi pelo Rio Solimões, em 1991” disse ao Globo o professor Gandhi Giordano, especialista em abastecimento hídrico da Uerj.

No Nordeste, 1 a cada 4 centros educacionais são abastecidos por cacimbas, poços rasos facilmente contaminados por fossas de esgoto. No Estado da Paraíba, o abastecimento de metade das escolas funcionam nesse sistema. (Poder360)

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