sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Bolsonaro defende produção de 4 mi de cloroquina: 'Nada será jogado fora'

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu hoje, durante sua live semanal, a produção de 4 milhões de pílulas de cloroquina pelo Exército, alegando que elas só serão vendidas com receita, mas que "nada será desperdiçado", já que os comprimidos também são recomendados para outras enfermidades além do coronavírus.

"Alguns estavam me criticando, [dizendo] ' ah, o presidente mandou o exército fabricar comprimidos'. Não é só o exército. Se cada pessoa toma meia dúzia, com receita médica, dá 700, 800 mil doses. Mas nosso consumo anula da hidroxicloroquina para malária, lúpus, artrite, é na base de 13 milhões de comprimidos por ano. Nada vai ser jogado fora, tudo vai ser aproveitado de uma forma ou de outra".

Bolsonaro disse que "não é um decreto de prefeito ou governador que vai decidir se você tomou. É o médico".

Falando sobre o medicamento — que não tem consenso científico e teve estudos suspensos em outros países — o presidente voltou a afirmar que, por ter "histórico de atleta", não sofreria com a doença por ter histórico de atleta.

"80% das pessoas não vão sentir nada, uma pequena gripe, nada. Sempre disse que, pela minha vida passada, sempre me cuidei, nunca fui sedentário... Fui acometido", disse.

"Coincidência"

Bolsonaro começou a live apresentando um idoso, que ele informou ter 100 anos e ter sido acometido pela covid-19. Ao questionar se havia sido medicado com cloroquina, ele respondeu que não e, minutos depois, foi retirado da transmissão. Do UOL, em São Paulo

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