sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Pastor Everaldo é preso em operação que afastou Witzel do governo de RJ

Pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC, foi preso na manhã desta sexta-feira (28) na Operação Tris in Idem, que também determinou o afastamento do cargo do governador Wilson Witzel (PSC-RJ).

Policiais federais e uma procuradora chegaram por volta de 6h da manhã ao apartamento do político, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Em um carro da PF, o pastor saiu de lá por volta das 7h45.

Às 8h25, ele chegou na sede da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá.

Pastor Everaldo foi citado na delação premiada do ex-secretário de saúde, Edmar Santos, por conta da influência dele no Palácio Guanabara. O ex-secretário foi preso por corrupção. Segundo a delação, era o pastor Everaldo quem mandava na saúde.

Além de presidente nacional do PSC, partido do governador Wilson Witzel, desde 2015, o pastor Everaldo também já foi chefe da Casa Civil de Antonhy Garotinho.

Em 2014, foi candidato à Presidência da República sem nunca ter ocupado um cargo político. Na época, ele era pastor da igreja Assembléia de Deus do Ministério Madureira. Ele também já foi deputado federal e candidato ao Senado Federal.

Três anos depois da candidatura à presidência, em 2017, Everaldo foi citado na delação de um executivo da Odebrecht. Na época, o funcionário da empreiteira afirmou que a empresa repassou R$ 6 milhões para a campanha do pastor para que ele ajudasse a candidatura de Aécio Neves pelo PSDB.

Na época, o Pastor Everaldo afirmou que sua campanha "foi bastante modesta, com gastos de R$ 1,4 milhão" e que as doações "obedeceram a legislação vigente". "A campanha deixou dívidas que estão sendo pagas até hoje."

Entre 2016 e 2018, Everaldo também foi companheiro de partido de Jair Bolsonaro. O pastor chegou a batizar o presidente nas águas do Rio Jordão em 2016.

Defesa

Em nota, a defesa do Pastor Everaldo afirmou que ele sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera a sua confiança na Justiça.

Também por meio de nota, o PSC informou que o ex-senador e ex-deputado Marcondes Gadelha, vice-presidente nacional da legenda, assume provisoriamente o cargo de presidente. O calendário eleitoral do partido segue sem alteração.

O PSC informa ainda que confia na Justiça e no amplo direito à defesa de todos os cidadãos e que o pastor, assim como o governador Wilson Witzel, sempre estiveram à disposição das autoridades. Fonte: G1

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