quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Bolsonaro traz a fome de volta com explosão do custo de vida,

A vida do brasileiro não está nada fácil, nos dias de hoje, um pacote de cinco quilos de arroz já está custando até R$ 40 em supermercados das capitais brasileiras e, segundo o setor, o preço deve continuar em alta. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/ USP, o arroz subiu 100% nos últimos 12 meses. O arroz, no entanto, é apenas um dos produtos responsáveis pelo aumento do custo de vida que já inferniza a vida dos brasileiros.

O IPCA-15 mostra que alimentação e bebida já acumulam alta de 5,78% de janeiro até agosto. Nesse período, o arroz já subiu mais de 16% em média, mas chegando a 20% em diversas regiões. A situação é resultado da redução da oferta interna, ou seja, queda das importações em razão do dólar elevado e aumento das exportações.

Um levantamento do Dieese reforça o descontrole dos preços de alimentos no país. Divulgado na sexta-feira (4), o relatório mostra que os alimentos básicos do dia a dia registraram aumento muito acima da inflação. No atacado, subiram 15,02% em 12 meses, até agosto. E para o mesmo período, no varejo, houve alta de 8,5%.

Enquanto isso, para piorar a situação, o governo reajustou o salário mínimo para 2021 em cerca de apenas 2%. De acordo com o IBGE, a massa salarial dos trabalhadores brasileiros caiu 15% em um ano, o maior tombo já registrado pelo instituto em toda a série de pesquisas. Não bastasse o arrocho dos salários, o governo também reduziu o Auxílio Emergencial para R$ 300,00, metade dos R$ 600,00 inicialmente aprovados pelo Congresso.

Diante da situação, o presidente Bolsonaro se limita a fazer discursos demagógicos em lives nas redes sociais. “Estamos conversando, estou pedindo um sacrifício, um patriotismo, para os grandes donos de supermercados, para manter o preço na menor margem de lucro”, disse Bolsonaro na semana passada. Sem qualquer efeito prático, o apelo é um reconhecimento de que a situação está fora do controle. (Fonte: Brasil de Fato)

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