![]() |
| Foto Orlando Brito |
O cerco do Congresso,
dos tribunais superiores, de diplomatas, médicos, enfermeiros, ambientalistas,
economistas, advogados, banqueiros e grandes empresários gerou um grito
uníssono em Brasília: Basta! Basta de desgoverno, basta de delírios ideológicos
e ameaças golpistas, basta de afundar o Brasil no cenário internacional. Há uma
exaustão.
Nada, porém, foi mais estridente do que a demissão do ministro da Defesa, general de
quatro-estrelas Fernando Azevedo e Silva, da reserva, que confirmou a
crescente insatisfação das Forças Armadas com o governo e com o próprio capitão
insubordinado Jair Bolsonaro. Nem os militares aguentam mais.
Ordem, progresso, disciplina e hierarquia, sim, sempre.
Mas Azevedo e Silva não segue a cartilha da submissão, da humilhação, da
continência incondicional do general Eduardo
Pazuello: “um manda, outro obedece”. Para o agora ex-ministro, a lealdade
das Forças Armadas não é com o governo de plantão, muito menos com um governo
errático e de viés autoritário. É com o Brasil.
Demorou, mas Azevedo e Silva cansou e ele não está
sozinho ao negar ao presidente um alinhamento automático que engula os brios e
os princípios das Forças Armadas para participar de qualquer tipo de ameaça ao
País. Além de agir em acordo com o comandante Edson
Pujol e o Alto Comando do Exército, o general teve apoio durante todo
esse tempo também das duas outras Forças. (Fonte: Estadão)

Nenhum comentário:
Postar um comentário