Estadão: o ex-presidente Lula tomou neste sábado, 3,
a segunda dose da vacina Coronavac contra a covid-19. De óculos escuros e
vestindo uma máscara vermelha com a estrela símbolo do PT, ele foi vacinado em
um posto de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e não
precisou sair do carro. Depois gravou um vídeo ao lado do deputado federal Alexandre
Padilha (PT-SP) no qual pediu que os brasileiros continuem a seguir as
recomendações médicas de uso da máscara, distanciamento social e higienização
das mãos. A imunização foi transmitida ao vivo nas redes sociais de Lula.
“A vacina é muito importante, mas tão importante quanto é
a responsabilidade que cada homem e mulher tem de se cuidar. Ao se cuidar você
estará cuidando da sua família, dos seus pais, dos seus filhos, dos seus netos,
dos seus amigos. Então, nada de brincar e de duvidar desse vírus que a natureza
impôs à humanidade”, falou Lula. Ele também se solidarizou com todos que
perderam algum familiar para a covid-19 e com os profissionais da saúde.
O ex-presidente já havia tomado a primeira dose da vacina Coronavac, desenvolvida pelo
laboratório chinês Sinovac em parceria com o brasilerio Instituto Butantan, em
13 de março. Na ocasião, ele criticou a condução da pandemia pelo presidente
Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.
Dessa vez, Lula disse que “essa luta é de todos. Não é só
do governo, não é só da oposição, não é só da classe médica: é de todo o povo
brasileiro”. Ele pediu união dos líderes mundiais para agilizar a produção das
vacinas e para que elas não fiquem concentradas apenas nos países ricos.
Nas duas ocasiões, Lula estava acompanhado de Alexandre
Padilha, que é médico e foi ministro da Saúde no primeiro mandato de Dilma
Rousseff. Padilha vestia um colete usado por funcionários do Sistema Único de
Saúde (SUS).
“É preciso três coisas para resolver o problema da
covid-19. Primeiro, é imprescindível que todos tomem a vacina. Em segundo,
auxílio emergencial para que as pessoas possam ficar em casa. E terceiro, gerar
emprego e investimento em obras públicas para retomar o crescimento econômico”,
concluiu o ex-presidente.

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