"Descontrolado, perturbado, louco, exaltado,
irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido,
tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para
classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira,
insultando jornalistas", diz o texto assinado por Paulo Jeronimo,
presidente da ABI.
A nota continua dizendo que o presidente "nunca
apreciou uma imprensa livre e crítica": "Pouco falta para que agrida
fisicamente algum jornalista".
Ainda, o texto sugere que Bolsonaro prepara "saída
autoritária" para reagir a uma possível derrota nas eleições de
2022. "ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente.
E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil. Outra
solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse
voluntariamente. Então, renuncie, presidente!", pede o órgão.
Confira a íntegra da nota da Associação Brasileira
de Imprensa:
Renuncie, presidente!
Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço,
irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado.
Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o
comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando
jornalistas da TV Globo e da CNN.
Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido
profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas
desnudaram o crescente isolamento de seu governo.
Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e
crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom
perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.
Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento
antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente
humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio
pode andar por aí pelas ruas.
Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é
presidente de um país com a importância do Brasil.
Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro
prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta
desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não
aceitação de um revés em outubro de 2022.
É preciso que os democratas estejam alertas e
mobilizados.
Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de
luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do
presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o
Brasil.
Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria
que ele se retirasse voluntariamente.
Então, renuncie, presidente!
Paulo Jeronimo
Presidente da ABI

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