A chegada do deputado federal Marcelo Freixo, que era do
PSOL, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, ao PSB, foi o início de um
fortalecimento do partido no campo da esquerda com vistas a 2022. O partido
tentou por duas ocasiões o Palácio do Planalto, a primeira vez com Anthony
Garotinho em 1998, e a segunda com Eduardo Campos e Marina Silva. Nas duas
ocasiões os socialistas não lograram êxito, porém demarcaram espaço e
evidenciaram que há vida fora da hegemonia do PT na esquerda brasileira.
Apesar de provavelmente garantir o apoio ao ex-presidente
Lula em 2022, este movimento faz do PSB um ator estratégico na esquerda, tendo
dois governadores importantes, Dino e Paulo Câmara, podendo inclusive compor a
chapa presidencial com um destes nomes. A saída de Freixo do PSOL e de Dino do
PCdoB também aponta a dificuldade de os dois partidos suplantarem a cláusula de
barreira, mas não é só isso, a federação, considerada salvação dos nanicos,
pode até prosperar como lei, mas sua execução não será das mais fáceis, devido
às peculiaridades de cada estado.
Diante disto, é fundamental ter um partido de esquerda
que seja forte, orgânico e que aponte caminhos fora dos extremos no país, e por
isso o PSB surge estrategicamente como opção para estes e outros atores que
estão avançando para oficializar sua filiação ao partido tanto nos próximos
meses deste ano quanto na abertura da janela partidária em março.
A filiação de Flávio Dino e de Marcelo Freixo ocorre nesta terça-feira na capital federal e deverá contar com a presença de diversas lideranças socialistas nacionais, consolidando a força do PSB no campo das esquerda. Coluna da Folha desta terça-feira. Por Edmar Lyra.
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