sábado, 29 de agosto de 2020

Tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco

A indicação do Deputado Estadual Clodoaldo Magalhães segue agora para aprovação da Secretaria de Cultura de Pernambuco.

A festa da padroeira da capital pernambucana é realizada anualmente com procissões e missas, atraindo milhares de fiéis há mais de 300 anos. Por sua contribuição e tradição, o deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Clodoaldo Magalhães (PSB), protocolou a indicação de nº 1.681, promulgada no dia 11 de agosto e encaminhada para a Secretaria de Cultura do Estado, a fim de conceder o título de Patrimônio Cultural Imaterial à festa religiosa.

A devoção à Nossa Senhora do Carmo no Recife se popularizou através da Ordem dos Carmelitas, profetas que foram agraciados pela intercessão da Virgem Maria, que apareceu com o escapulário oferecendo graça e proteção para que o grupo conseguisse lidar com as perseguições e propagar a devoção à santa pela Europa e América Latina. Muitas gerações de Papas usaram o escapulário como forma de devoção à santa, sendo reconhecidos como filhos do Carmelo.

No Recife, a imagem de Nossa Senhora do Carmo chegou no século XVIII, de forma desconhecida. Mas, a propagação de sua proteção fez com que fosse reconhecida como padroeira do Recife em 1909, recebendo a bênção canônica do Papa Bento XV dez anos depois. Em 2019, o centenário da coroação da imagem de Nossa Senhora do Carmo no Recife atraiu milhares de fiéis para a Basílica do Carmo, realizando mais um marco de sua contribuição para a cultura e religiosidade no estado.

As homenagens à Nossa Senhora do Carmo são realizadas de 7 a 16 de julho, todos os anos, sendo muito aguardada e conhecida por suas novenas, missas e, principalmente, pela grande procissão pelas ruas do Recife até a Basílica do Carmo, no bairro de São José, onde acontece a
grande festa religiosa.

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