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| Imagem Tauã |
Aconteceu nesta segunda-feira (20) a entrega dos certificados aos participantes do Curso de Libras, oferecido pela Secretaria de Educação aos profissionais e familiares de alunos com surdez. Ao todo, 37 pessoas concluíram a formação. O curso foi ministrado pela professora Ana Paula, com o apoio de Mauricéia Araújo, ambas são intérpretes e atuam nas escolas do município.
O momento foi de muita emoção e alegria, por mais um passo em direção a educação inclusiva. “Seguiremos nessa perspectiva de inclusão, atendendo mais pessoas, buscando outras formações, não podemos parar e achar que já é bom o bastante, todas as nossas decisões são sempre pensando em como vamos contribuir para melhorar o aprendizado desses meninos e meninas”, afirmou a secretária de Educação, Cecília Patriota.
A professora Adriana Rodrigues, da Escola José de Queiroz, na Matinha, testemunhou a diferença no comportamento do aluno José Carlos: “Ele era muito agitado, talvez por não conseguir ser compreendido, depois que a professora Ana Paula começou a acompanhá-lo com a linguagem de sinais, ele mudou completamente, é um aluno tranquilo e com um desenvolvimento muito melhor”.
Os alunos do curso fizeram apresentações interpretando músicas natalinas, demonstrando o aprendizado em libras. Girleide Rodrigues, auxiliar de serviços gerais da Escola Padre Frederico, na Itã, além de dar um show de interpretação, estava profundamente emocionada com o aprendizado. “Fiz o curso por causa do meu sobrinho Davi, porque um dia ouvi minha irmã dizer o quanto ele era solitário, hoje eu posso me comunicar com ele, sou muito feliz por isso”, revelou.
Josinaide Barbosa, mãe de Victor Gabriel, resumiu bem o significado da linguagem de sinais para esses alunos e suas famílias: “No começo eu tinha medo de meu filho ir para a escola, eu queria protegê-lo, mas depois que ele começou a aprender libras eu percebi que podia dar a ele asas pra voar, porque enquanto são assim pequenos a gente é que voa com eles, agora ele pode voar sozinho e isso é uma felicidade para mim!”. (Por Maria Brassan)